
Não me julguem sem personalidade, mas conhecem aquela sensação de que você vive, não tem como não soar hiperbólico, uma vida que não é sua e assim, mesmo, continua? Redundante, mas é verdade.
Essa é como muitas das estórias que vocês possam conhecer, com o diferencial que a protagonista sou eu. Pode parecer estranho para vocês, imaginem pra quem me conhece.
E ela começa com a minha incursão no mundo dos apaixonados, aos dezessete anos de idade e, a partir dali, me classifiquei conhecedora de tudo, especialmente, do meu futuro, que consistia, basicamente em faculdade, em seu percurso, noivado, ao término da faculdade, casamento, diploma na parede, filhos e felizes para sempre... Espera aí. Felizes para sempre (?).
Prepotente? A palavra certa é ingênua.
Como todo tolo que pensa ser conhecedor de tudo, me enrosquei no meu emaranhado de ilusões. Até porque, eram minhas ilusões e tinha o detalhe de que havia outra pessoa envolvida no processo.
Sim, eu lhes apresento o outro protagonista. Ele. Lindo, simpático, solícito, um sonho, até nome de príncipe ele tinha. Meu sonho. Ele era um sonho... Yummy. E eu que não enjôo do que é doce... Porém, ele tinha um defeito. Adorava espalhar seu mel em outras vizinhanças. O pecado imperdoável. Uma, duas, três, nem sei quantas e, ainda hoje, nem quero saber. E assim, se passou 7 anos... E todas aquelas projeções futuras, estavam acontecendo, inclusive, o noivado.
Contudo, tudo que é bom, pelo menos para ele, dura pouco, e um dia, simplesmente, para ser mais precisa, há três meses do enlace, acabou. Simplesmente, nada. Foi difícil, mas aconteceu.
Dois fatores contribuíram para esse desfecho:
✗ Não se é masoquista(burra) pra sempre;
✗ O desejo de experimentar e ousar;
✗ E, nada como alguém babando por você para dar um up em sua auto-estima.
Depois disso, queridos, a pseudo-testosterona foi liberada e... Conversa séria, sincera e definitiva. Indolor para mim. Dor em saraivadas para ele. Só me restou compaixão. Nada de ressentimento e, muito menos, arrependimento.
Eu o perdoei por todas as vezes que chorei, incensantemente, por dias e noites; por ter privado minha família, meus amigos e, principalmente, a MIM, de momentos com uma pessoa maravilhosa, divertida e única, EU, que desconhecia, completamente; por todas as oportunidades de vida que não me permiti, para que estivesse sempre um degrau abaixo dele; pelo meu choro, que não por suas traições; por sua comodidade em não me fazer sentir uma pessoa especial; e, principalmente, por não ter valorizado o que eu sentia, pois acredito que não amarei, como eu o amei. Explico. Um sentimento puro, norteado de expectativas boas, exclusivamente. Sem a desconfiança e a retração que a maturidade e a experiência anterior mal-sucedida me trouxeram. Posso até amar mais, mas não daquela maneira. E não me arrependo de ter vivenciado essa estória, pois sabia que era dotada de grande capacidade de seguir em frente, independentemente do que fosse acontecer.
Essa fase de minha vida não me tornou desesperançosa quanto a relacionamentos amorosos e, sim, cautelosa. Quero amar, amar, amar... Me casar, LÓGICO, é um dos meus sonhos mais queridos. Porém, hoje, erro sabendo que estou errando e consertando tudo, me reconstruindo. Tive um segundo amor, que rende vários subcapítulos, que serão relatados posteriormente, nesse enredo único. Uma grande estória com final sem data e muitos personagens, ainda, por vir.